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1 30/06/2020 14:51

Sempre desejamos o melhor para nosso filho, não é verdade?  Quando uma criança faz algo errado, em geral alguém pergunta: “quem é a mãe deste menino?”  Não queremos escutar que nosso filho tornou-se um mal pagador, concorda? Então vamos evitar que ele se atrapalhe com o suado dinheiro ganho e acabe se endividando no futuro.  Para isso, a educação familiar deve também contemplar questões finaceiras logo cedo.  Adotar em casa as oito dicas mencionadas a seguir ajudará seu filho a lidar com as finanças de forma positiva e a ter hábitos saudáveis de consumo.  Pronto para ensinar seu pequeno aprendiz?  Então vamos nessa!

 1. Processo deve ser natural e na hora certa.  Logo que seu filho apresentar curiosidade sobre dinheiro inicie o diálogo explicando o que é renda, gastos e orçamento.  Se possível, leve-o a seu trabalho para que ele perceba o valor de gerar riqueza.  Se observar que ele está interessado, aos poucos aborde outros temas como cartão de crédito, poupança, etc., e incentive-o sempre a perguntar.   Caso ele não questione o assunto, estimule-o com questões como: “quanto dinheiro tem no seu cofrinho?”, mas não force a barra caso verifique desinteresse.

2. Diferencie o prazer do consumo.  Quando sair com uma criança esclareça se o motivo é para passear ou comprar, e evite misturar essas atividades.  É importante que fique claro que “sair de casa” não significa sempre consumir, nem que consumo seja lazer.  Explique que o consumo atende a uma necessidade e não vincule  prazer ao consumo!  Aproveite e comente a diferença entre desejo e necessidade.

3. Estimule o valor da conquista.  Importante que a criança saiba que precisa se esforçar para ser recompensada – merecer para ter.  Desse modo ela dará valor às coisas.  Por isso não dê presentes fora da época e só dê mimos por mérito. Estimule a criança a alcançar uma meta, e se possível ir além!

4. Estabeleça mesada por tarefas.  Combine a recompensa (a famosa mesada) por tarefas cumpridas.  O montante deve ser de acordo com o orçamento familiar e a idade da criança.  Isso mostrará a importância do trabalho e iniciará o aprendizado da gestão do dinheiro.  Com o tempo aumente o valor da mesada e o nível da tarefa, conforme a disponibilidade da família. Evite atrasar ou antecipar a mesada para que ela se acostume a receber sempre na mesma data. Torne o momento do recebimento da mesada gratificante à criança, isso a estimulará a produzir. 

5. Pratique o orçamento financeiro.  Oriente o pequeno a criar seu próprio orçamento. Demonstre como listar num caderninho seu ganho, gastos e ainda reservar algum valor para poupança, tente fazer isso brincando.   Assim ele entenderá como gastar melhor, se organizar, e a fazer contas.  Deixe que ele tome decisões e carregue seu dinheiro, desta forma ele terá oportunidade de aprender também a ser responsável.

6. Junte dinheiro.  Aproveite a mesada para monstrar o valor de poupar, utilize um cofrinho para a criança ir juntando suas economias.  Explique que o hábito de poupar pode proporcionar algo melhor mais à frente.  Se ela decidir gastar, planeje com ela antes para evitar frustação.  Junto a ela pesquise preço e mostre que o valor varia conforme a marca, modelo e tamanho - faça este momento ser empolgante!  Deixe que a criança pague e receba o troco se houver, sempre sob sua atenção.  Inclusive, se possível, deixe-a errar para aprender.  Depois converse com ela sobre isso.    Aproveite e fale que toda escolha financeira tem consequência como gastar o dinheiro em troca de algo novo, deixe-a falar sobre essa sensação. 

7. Evite o desperdício.  A criança deve entender que a economia doméstica é responsabilidade de todos da família.  Portanto, ensine-lhe a importância de não exagerar no consumo de água e luz, inclusive para preservar os recursos naturais. Fale que jogar comida fora é prejuízo e falta de respeito com as pessoas que passam fome. Mostre que o dinheiro gasto com essas perdas poderia ser aproveitado com outras coisas, como passeios.  Estimule a criança a economizar.  

8. Converse sobre a vida financeira da família.  A criança precisa estar consciente da situação econômica da família e seus planos de futuro.  Mas, atenção: esse conhecimento deve ser transmitido com palavras adequadas à idade dela.  Isso fará com que a criança seja uma colaboradora, e facilitará seu entendimento aos “não” recebidos, além de fazer com que ela se sinta parte ativa do projeto familiar.  Explore o momento e explique as diferenças financeiras e sociais existentes.
 

Educar não é fácil!  Viu como o tema é complexo?  Esteja preparado, saiba sobre educação financeira e, principalmente, pratique!  Os filhos seguem os atos dos pais, então dê bons exemplos, pois essa é a forma mais eficaz de ensinar a garotada.  Não se esqueça de sempre que possível abordar esse assunto com as crianças.  Tenha paciência, pois a jornada é longa, mas recompensa!  Quem sabe eles se tornem grandes investidores e surpreenda você com um belo presente no futuro?  Na internet você encontra interessantes sites sobre temas financeiros para crianças, como o https://www.canalkids.com.br/bankids/index.htm.  Para você aumentar seu conhecimento nesta área, na semana que vem falaremos sobre algo que sentimos no bolso: a inflação!  Até breve!


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