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08/08/2026 09:41


Ausência ocorre após definição das principais candidaturas à Presidência e às vice-presidências

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século sem mulheres em chapas consideradas competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher havia participado da disputa pelo Palácio do Planalto como candidata a presidente ou vice em partidos com representação no Congresso.

A expectativa de que uma mulher integrasse uma das principais chapas acabou frustrada após o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, escolher o deputado federal Alfredo Gaspar como vice. A definição consolidou a composição exclusivamente masculina entre as candidaturas competitivas.

O cenário contrasta com eleições anteriores. Em 2022, Simone Tebet e Mara Gabrilli participaram de uma chapa competitiva, enquanto Ana Paula Matos foi vice de Ciro Gomes. Em 2018, Manuela d’Ávila, Kátia Abreu e Ana Amélia Lemos também estiveram em chapas de partidos com representação no Congresso.

A presença feminina foi ainda maior em 2014, quando Dilma Rousseff, Marina Silva e Luciana Genro disputaram a Presidência por partidos com representação parlamentar. Em 2010, Dilma foi eleita e se tornou a primeira e única mulher a ocupar a Presidência da República.

A ausência de mulheres ocorre em um ano eleitoral marcado por debates sobre a participação feminina na política e pelo questionamento de direitos conquistados pelas mulheres. O cenário também chama atenção diante da baixa presença feminina nas principais disputas eleitorais.

Com as chapas competitivas já definidas, a eleição de 2026 rompe uma sequência iniciada no começo do século e marca uma ausência inédita de mulheres entre as candidaturas com maior estrutura partidária e representação no Congresso.







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