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05/08/2026 11:06

Moradores de Cova da Nega, Baitinga, Caretas e Barra de Acaju relatam dificuldades de acesso e afirmam ter buscado manutenção, mas dizem que falta de máquinas estaria impedindo os serviços.

Moradores de diferentes comunidades rurais de Amargosa procuraram a Rádio Vale FM para denunciar as condições de estradas utilizadas diariamente para chegar às suas casas, trabalhar, estudar e ter acesso a serviços básicos.


Situação da estrada da Barra de Acaju - Foto: WhatsApp Vale FM 

As reclamações chegaram à reportagem de localidades como Cova da Nega, Baitinga, Caretas e Barra de Acaju. Segundo os relatos, alguns trechos apresentam problemas que dificultam o deslocamento e já motivaram pedidos de manutenção por parte dos próprios moradores.

De acordo com as denúncias recebidas, pessoas que buscaram os responsáveis pelos serviços teriam sido informadas de que não haveria máquinas disponíveis para realizar a recuperação das estradas.


Estrada esburacada da Barra de Acaju - Foto: WhatsApp Vale FM 

A informação, no entanto, passou a ser questionada depois que um morador da região da Barra de Acaju relatou à reportagem que uma máquina estaria sendo utilizada no local para a abertura ou construção de um mata-burro.

Diante da situação, a Vale FM decidiu procurar diretamente o setor responsável.

Na segunda-feira, dia 3 de agosto, a emissora encaminhou o Ofício nº 018-03/08/2026 à Secretaria Municipal de Serviços Públicos, a SEMOP, apresentando as reclamações recebidas e solicitando esclarecimentos.

Entre os questionamentos enviados estão as condições atuais das estradas de Cova da Nega, Baitinga, Caretas e Barra de Acaju; as últimas manutenções realizadas; os serviços executados; a existência de um cronograma para novas intervenções e os motivos pelos quais determinadas vias ainda aguardam atendimento.

A reportagem também perguntou especificamente sobre a situação da Barra de Acaju.

A SEMOP foi questionada se realmente não haveria máquina disponível para a manutenção da estrada e, caso o equipamento citado pelo morador estivesse sendo utilizado na região, qual seria a finalidade do serviço.

Outro ponto levado ao setor responsável foi a origem do equipamento: se pertence à estrutura municipal ou se está sendo utilizado por meio de contratação, locação ou outro tipo de prestação de serviço.

A Vale FM não recebeu resposta ao ofício.

Enquanto os moradores seguem enfrentando dificuldades para circular por diferentes trechos da zona rural, a falta de manutenção continua sendo motivo de reclamação em várias comunidades. E, diante de estradas que deveriam garantir o acesso básico de quem vive no campo, a ausência de informações sobre quando os serviços serão realizados só aumenta a cobrança.

Uma estrada em condições precárias não é apenas uma questão de conforto. É o caminho usado diariamente por trabalhadores, estudantes, moradores que precisam de atendimento de saúde e produtores que dependem do acesso para transportar sua produção. Quando esses trechos ficam comprometidos, toda a rotina das comunidades é afetada.

E, diante das reclamações recebidas, permanece uma questão central: se os moradores já procuraram os responsáveis e a falta de máquinas é apontada como justificativa, quando essas estradas serão, de fato, atendidas? Enquanto a resposta não chega, quem vive nessas comunidades segue enfrentando diariamente as consequências das condições das vias.


Redação: Val FM 







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