O farol de milha possui alcance mais longo e funciona como complemento ao farol alto em estradas escuras
O uso inadequado do farol de neblina continua entre os erros mais comuns cometidos por motoristas durante períodos de chuva, cerração e baixa visibilidade. Embora muitos condutores acionem todas as luzes do veículo na tentativa de aumentar a segurança, especialistas alertam que a prática pode prejudicar a visão dos demais usuários da via e resultar em infrações de trânsito.
Uma das principais dúvidas envolve a diferença entre o farol de milha e o farol de neblina. O farol de milha possui alcance mais longo e funciona como complemento ao farol alto em estradas escuras. Já o farol de neblina foi projetado para iluminar a pista próxima ao veículo, com feixe baixo e amplo, permitindo melhor visualização das faixas e acostamentos em situações de nevoeiro, fumaça, poeira ou chuva intensa.
Por estar instalado em posição mais baixa no veículo, o farol de neblina reduz o reflexo provocado pelas partículas de água suspensas no ar, melhorando a percepção do motorista sem causar ofuscamento excessivo.
O equipamento deve ser utilizado apenas quando as condições climáticas realmente comprometerem a visibilidade. Em ambientes urbanos ou durante noites de tempo aberto, o acionamento desnecessário pode incomodar outros condutores e reduzir a segurança no trânsito.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que, em situações de chuva, neblina ou cerração, o motorista mantenha o farol baixo ligado. O uso exclusivo do farol de neblina ou apenas das luzes de posição não atende à exigência legal.
Quem trafega em condições de visibilidade reduzida sem o farol baixo acionado comete infração média, sujeita a multa de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A legislação também estabelece que, em rodovias de pista simples fora do perímetro urbano, é obrigatório o uso do farol baixo ou do sistema de luzes de condução diurna, quando disponível. O farol de neblina não substitui essa obrigação.
Outro ponto de atenção é a lanterna de neblina traseira. O dispositivo emite uma luz vermelha de alta intensidade e deve ser utilizado apenas em situações de baixa visibilidade. Em condições normais, seu uso pode dificultar a identificação das luzes de freio pelos motoristas que trafegam atrás, aumentando o risco de colisões.
Mesmo nos veículos equipados com sensores automáticos de iluminação, a ativação dos faróis auxiliares de neblina geralmente depende de comando manual do motorista. Por isso, conhecer a função de cada sistema e utilizá-los corretamente continua sendo uma medida importante para a segurança nas estradas e áreas urbanas.
Da Redação CSFM






