Empresa confirma que continuará impedindo a divulgação de propagandas eleitorais em sua plataforma de publicidade durante o próximo pleito nacional
O Google confirmou que manterá, nas eleições de 2026, a política que impede a veiculação de anúncios políticos em sua plataforma de publicidade no Brasil. A medida, adotada inicialmente durante as eleições municipais de 2024, continuará valendo para candidatos, partidos e demais conteúdos relacionados à disputa eleitoral.
Em nota, a empresa informou que a decisão faz parte de uma estratégia global voltada à preservação da integridade dos processos eleitorais. Com isso, a plataforma Google Ads seguirá sem permitir a publicação de propagandas políticas no país.
“Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”, informou a companhia.
Quando anunciou a medida, em 2024, o Google afirmou que a decisão levou em consideração as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o ambiente digital durante as campanhas eleitorais.
Entre as exigências da Corte Eleitoral estava a criação de mecanismos que permitissem o acompanhamento, em tempo real, dos anúncios divulgados nas plataformas digitais. As empresas também deveriam disponibilizar informações como valores investidos, responsáveis pelos pagamentos e critérios utilizados para segmentação do público.
Outra determinação do TSE foi a adoção de medidas por parte das grandes empresas de tecnologia para combater a circulação de conteúdos falsos, enganosos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral.
Para as eleições de 2026, o avanço da inteligência artificial aparece como um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral. O tribunal tem reforçado normas voltadas ao combate à desinformação, incluindo restrições à divulgação de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nos dias que antecedem a votação.
As regras também preveem a identificação obrigatória de materiais criados com o uso da tecnologia, permitindo que os eleitores saibam quando um conteúdo foi gerado artificialmente.
Da redação: Vale FM











