As acusações podem resultar em até um ano de prisão
Empresário de 38 anos foi preso por autoridades federais dos Estados Unidos após ser flagrado jogando um pedregulho contra uma foca-monge-do-Havaí, que é uma espécie considerada ameaçada de extinção. O caso ocorreu na segunda-feira (5), em uma praia da ilha de Maui, no Havaí, e ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais.
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o suspeito foi identificado como Igor Mykhaylovych Lytvynchuk, morador do estado de Washington e proprietário de uma empresa de logística e transporte. Ele foi detido na quarta-feira (14), nas proximidades de Seattle.
As imagens registradas por moradores mostram o homem arremessando uma pedra em direção à cabeça do animal, conhecido localmente pelo nome “Lani”. Testemunhas reagiram imediatamente e questionaram a atitude do empresário.
Segundo o Departamento de Justiça, a pedra passou próxima ao focinho da foca, provocando susto no animal, que saiu parcialmente da água. Moradores relataram que a foca permaneceu imóvel por um longo período após o ocorrido, causando preocupação sobre possíveis ferimentos.
Ainda conforme as autoridades, ao ser confrontado pelas pessoas que estavam no local, o empresário teria minimizado a situação e afirmado que era “rico o suficiente para pagar as multas” caso enfrentasse consequências legais.
O homem foi acusado de assediar e tentar assediar uma espécie protegida, em violação à Lei de Espécies Ameaçadas e à Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos dos Estados Unidos.
As acusações podem resultar em até um ano de prisão, além de multas que podem chegar a US$ 70 mil, somando as penalidades previstas pelas duas legislações ambientais.
A foca-monge-do-Havaí é considerada um dos mamíferos marinhos mais raros do planeta. Estimativas apontam que existam cerca de 1.600 exemplares vivendo na natureza.
Em nota divulgada pelas autoridades federais, o procurador federal responsável pelo caso afirmou que a fauna silvestre do Havaí possui importância ambiental e cultural e que atos de agressão contra espécies protegidas terão resposta rápida da Justiça norte-americana.
Da Redação CSFM











