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15/05/2026 17:00

Golpistas usam nomes de facções, dados pessoais e ameaças de morte para extorquir vítimas na Bahia, incluindo Amargosa

Um tipo de golpe que mistura terror psicológico, intimidação e uso indevido de dados pessoais tem avançado em diversas cidades da Bahia, incluindo relatos recentes em Amargosa. Moradores têm recebido ligações e mensagens de criminosos que se apresentam como integrantes de facções como o Primeiro Comando da Capital, conhecido como PCC, e o Comando Vermelho.

Durante as chamadas, os criminosos afirmam que a vítima teria feito denúncias à polícia ou fornecido informações sobre atividades criminosas. Em seguida, passam a fazer ameaças diretas, dizendo que a pessoa e familiares estariam “marcados” e que a única forma de evitar uma suposta execução seria realizando transferências bancárias ou pagamentos imediatos. Em alguns casos relatados em Amargosa, os criminosos também intimidam as vítimas caso elas deixem de atender as ligações, aumentando ainda mais a pressão psicológica.


Mensagens que uma das vítimas recebeu dos golpistas - Foto: WhatsApp Vale FM 

O que mais tem assustado as vítimas é o nível de informação utilizado durante as ameaças. Em vários relatos, os golpistas citam nome completo, endereço residencial e até detalhes da rotina das pessoas. O objetivo é claro: criar pânico, pressionar emocionalmente e impedir que a vítima raciocine antes de fazer o pagamento.

Em muitos casos, os dados utilizados pelos criminosos podem ter sido obtidos por meio de vazamentos de informações, redes sociais ou até materiais descartados de forma incorreta. Embalagens de compras online, por exemplo, costumam conter etiquetas com nome completo, telefone e endereço do comprador, informações que, nas mãos erradas, podem se transformar em ferramentas de intimidação.

O alerta é direto: antes de descartar caixas, envelopes ou etiquetas de entregas, é importante inutilizar ou remover qualquer dado pessoal impresso. Pequenos descuidos podem facilitar a atuação de criminosos especializados em golpes de extorsão.

Enquanto os relatos aumentam em diferentes regiões da Bahia, cresce também o questionamento sobre a resposta da segurança pública. Como esse tipo de crime consegue se repetir em tantas cidades, com o mesmo roteiro de ameaças, sem ações mais visíveis de prevenção, rastreamento ou repressão?

A sensação entre muitas vítimas é de vulnerabilidade. Em vários casos, pessoas acabam transferindo dinheiro por medo real de perder a própria vida ou ver familiares ameaçados.

Com a repetição desses golpes em cidades do interior e também em grandes centros da Bahia, cresce um questionamento que já não pode mais ser ignorado: onde está a resposta do Estado diante de um crime que vem se espalhando com tanta facilidade? Enquanto criminosos conseguem acessar dados pessoais, usar nomes de facções, aplicar terror psicológico e arrancar dinheiro de trabalhadores e famílias inteiras, a sensação de proteção parece cada vez mais distante. A falta de operações específicas, alertas públicos mais frequentes e ações visíveis de combate acaba abrindo espaço para que esse tipo de golpe continue se multiplicando, fazendo novas vítimas e expondo falhas que a segurança pública já deveria estar enfrentando com mais presença e resultado.


Mensagens que uma outra vítima recebeu dos golpistas - Foto: WhatsApp Vale FM 


Redação: Vale FM 







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