Dono da antiga Refinaria de Manguinhos, empresário é investigado em apurações sobre fraudes fiscais, ocultação patrimonial e movimentações internacionais de recursos
O empresário e ex-advogado Ricardo Magro voltou ao centro das investigações federais após ser um dos alvos da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) pela Polícia Federal. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, também teve como alvo o ex-governador Cláudio Castro.
Ricardo Magro é o principal nome por trás do Grupo Refit, conglomerado que administra a antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. O empresário adquiriu o controle do empreendimento em 2008, passando a atuar com maior força no setor de combustíveis.
Segundo investigações da Polícia Federal e órgãos de fiscalização, o grupo é suspeito de integrar um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do país. Dados da Receita Federal apontam que as dívidas tributárias ligadas ao conglomerado ultrapassam R$ 26 bilhões.
Além das investigações fiscais, Magro já esteve ligado a outros inquéritos envolvendo movimentações financeiras internacionais, empresas offshore e suspeitas de irregularidades em negociações empresariais. O empresário mora em Miami, nos Estados Unidos, há vários anos.
Na operação desta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados ao grupo, além da suspensão de atividades econômicas de empresas investigadas. Moraes também autorizou o envio do nome de Ricardo Magro para a Difusão Vermelha da Interpol, medida que pode torná-lo procurado internacionalmente caso o pedido seja aceito pela entidade.
A defesa do empresário ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre as novas medidas até a última atualização do caso.
Da redação: Vale FM












