Medida preventiva envolve funcionários de hospital após exposição a material biológico de paciente ligado a surto internacional monitorado pela OMS.
Autoridades de saúde da Holanda adotaram medidas preventivas após 12 profissionais de um hospital entrarem em quarentena por possível exposição ao hantavírus. A decisão foi tomada depois que funcionários manusearam amostras de sangue e urina de um paciente infectado sem seguir integralmente os protocolos de biossegurança.
O caso ocorreu no Hospital Radboudumc, localizado em Nijmegen. Segundo a unidade médica, os profissionais permanecerão em isolamento por seis semanas, período considerado necessário para monitoramento, embora o risco de contaminação seja classificado como baixo. O hospital informou ainda que os atendimentos seguem normalmente.
O paciente internado é um passageiro do navio de expedição Hondius, embarcação que se tornou foco de atenção internacional após registrar casos da cepa andina do hantavírus. A Organização Mundial da Saúde confirmou nove casos da doença até o momento, além de outros pacientes sob investigação.
O surto mobiliza autoridades de diversos países desde que passageiros do cruzeiro começaram a apresentar sintomas durante a viagem. Casos positivos já foram identificados em diferentes nacionalidades, incluindo europeus e norte-americanos, e vários passageiros seguem em quarentena ou sob observação médica.
Até o momento, três mortes associadas ao surto foram registradas. Especialistas reforçam, porém, que o hantavírus não apresenta alta capacidade de transmissão entre pessoas, o que reduz a possibilidade de uma disseminação em larga escala.
A OMS informou que, neste momento, não há sinais de um surto maior, mas segue acompanhando a evolução dos casos, especialmente por causa do longo período de incubação do vírus.
“Investigaremos cuidadosamente o curso dos acontecimentos para aprendermos com isso e, assim, evitarmos que se repita no futuro”, afirmou a direção do hospital holandês após o incidente.
Da redação: Vale FM











