Levantamento da CNC mostra avanço das dívidas em todas as faixas de renda; cartão de crédito segue entre os principais compromissos financeiros
As famílias brasileiras começaram abril ainda mais pressionadas pelas contas. Dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o endividamento no país voltou a crescer e atingiu o maior nível já registrado pela série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, a Peic (Veja aqui).
Segundo o levantamento, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida em abril, superando os 80,4% registrados em março. O índice também apresenta crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, quando o percentual era de 77,6%.
A pesquisa considera compromissos financeiros como cartão de crédito, carnês de loja, cheque especial, empréstimos pessoais, crédito consignado e financiamentos de veículos e imóveis. Entre essas modalidades, o cartão de crédito continua entre as principais formas de endividamento das famílias.
Apesar do aumento no número de brasileiros com dívidas, a inadimplência apresentou variação discreta. O percentual de famílias com contas em atraso passou de 29,6% em março para 29,7% em abril. Já a parcela de famílias que afirmam não ter condições de quitar os débitos vencidos permaneceu em 12,3%.
Outro dado observado no levantamento mostra que quase metade dos consumidores inadimplentes possui dívidas em atraso há mais de 90 dias. O tempo médio de atraso ficou em cerca de 65 dias, mantendo estabilidade nos últimos meses.
O crescimento do endividamento foi identificado em todas as faixas de renda. Entre famílias com rendimento de até três salários mínimos, o percentual subiu de 82,9% para 83,6%. Entre os lares com renda superior a dez salários mínimos, também houve alta, passando de 69,9% para 70,8%.
Economistas da CNC apontam que o cenário econômico, somado ao custo do crédito e às expectativas em torno da taxa de juros, segue influenciando o comportamento financeiro das famílias brasileiras em 2026.
Redação: Vale FM











