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10/09/2025 08:52

A candidíase é uma das infecções ginecológicas mais comuns, afetando cerca de 75% das mulheres ao menos uma vez na vida, segundo a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP). Apesar da frequência, ainda existem muitos mitos sobre formas de prevenção e tratamento.

A ginecologista Dra. Mariana Morimoto, professora da Faculdade de Medicina de Santo Amaro e instrutora da Faculdade Einstein, explica que a melhor maneira de evitar a doença é adotar hábitos saudáveis que preservem o equilíbrio da flora intestinal e vaginal.

Entre os fatores de risco estão o uso excessivo de antibióticos, dietas ricas em açúcar, constipação intestinal e o uso de roupas íntimas sintéticas, que dificultam a ventilação da região. “Cuidar do intestino é cuidar também da saúde íntima. Quando a flora intestinal está equilibrada, as chances de proliferação da Candida são menores”, destaca a especialista.

Os probióticos também podem ser aliados importantes na prevenção. De acordo com a médica, cepas específicas, como o Lactobacillus, ajudam a manter a microbiota saudável e a reduzir o risco de infecções recorrentes.

Dra. Mariana alerta ainda para os perigos dos métodos caseiros. Substâncias como iogurte, óleo de coco ou alho não têm eficácia comprovada e podem causar irritações ou até agravar o problema. “Candidíase recorrente precisa ser investigada. Não basta eliminar o fungo, é essencial identificar o que está causando o desequilíbrio”, ressalta.

Medidas importantes para prevenir a candidíase:

Evitar roupas íntimas sintéticas e apertadas;
Manter a higiene adequada, sem uso de produtos não recomendados por médicos;
Moderação no consumo de açúcares;
Uso de probióticos, quando indicado por profissional de saúde;
Respeitar o uso de antibióticos apenas com prescrição médica.

A especialista reforça que a candidíase pode ser tratada, mas prevenir é sempre o melhor caminho. A combinação de hábitos saudáveis, atenção à alimentação e acompanhamento médico regular ajuda a reduzir significativamente os riscos da doença.

Fonte: Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e entrevista com a ginecologista Dra. Mariana Morimoto, a convite da Cellera Farma.

Redação: Vale FM







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