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02/10/2026 14:10

Investigações incluem violência política contra mulheres e irregularidades no financiamento eleitoral; bens apreendidos ultrapassam R$ 33 milhões.

A poucos dias do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal mantém milhares de diligências voltadas à apuração de possíveis irregularidades eleitorais em todo o país. Entre janeiro e setembro de 2026, foram instaurados 1.226 inquéritos, conforme os dados apresentados no painel de acompanhamento da instituição.

Os registros envolvem diferentes tipos de suspeitas. A falsidade ideológica eleitoral aparece com 384 ocorrências, seguida pela inscrição fraudulenta de eleitores, com 356, e pela compra de votos, com 187 investigações.

Esses números não correspondem necessariamente à quantidade de pessoas investigadas. Um mesmo inquérito pode reunir suspeitas de mais de um crime, o que explica a existência de 1.596 registros de infrações para 1.226 procedimentos instaurados.

Outro ponto do levantamento é a violência política contra mulheres, com 77 casos registrados, além de 70 investigações relacionadas ao desvio ou uso irregular de recursos destinados ao financiamento eleitoral.

As ações policiais relacionadas às investigações eleitorais resultaram na apreensão de mais de R$ 33 milhões em bens. Aproximadamente R$ 21 milhões desse total estavam em dinheiro.

O volume de recursos apreendidos faz parte das apurações sobre possíveis esquemas de irregularidades. Entretanto, a apreensão de valores, por si só, não representa comprovação definitiva de crime, já que a origem e a destinação dos recursos precisam ser esclarecidas durante as investigações.

Na divisão por estado, o Rio de Janeiro aparece com 138 inquéritos, seguido pelo Maranhão, com 122, e pelo Ceará, com 116. Setembro foi o mês com maior número de procedimentos instaurados no ano, somando 234.

A Polícia Federal também acompanha possíveis infrações cometidas pela internet, incluindo a circulação de conteúdos manipulados com inteligência artificial. A análise considera as circunstâncias de cada caso e a eventual existência de condutas previstas na legislação eleitoral.

O levantamento reúne investigações em andamento, e não condenações judiciais. A abertura de um inquérito indica que há fatos sendo apurados pelas autoridades, mas não determina, por si só, a responsabilidade criminal de qualquer pessoa.

Com o primeiro turno marcado para domingo (4), as informações mostram a dimensão nacional das apurações eleitorais. Os dados apresentados, porém, não permitem concluir que os mesmos índices se repetem na Bahia ou nos municípios do Vale do Jiquiriçá.

A apuração de cada caso depende das provas reunidas e da análise das autoridades competentes.


Fonte: Polícia Federal







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