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10/09/2026 16:53

Operação Make Up cumpriu 49 mandados em quatro estados; deputado Mario Frias e produtora do filme estão entre os alvos

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos destinados a projetos relacionados ao filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão em endereços de investigados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal.

Entre os alvos está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou da produção do filme como produtor-executivo e roteirista. Também foi alvo de buscas a empresária Karina Gama, ligada ao Instituto Conhecer Brasil e à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa.

A apuração teve origem, entre outros pontos, em suspeitas relacionadas a emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a Controladoria-Geral da União identificou indícios de irregularidades na aplicação de recursos públicos. Uma das apurações envolve uma emenda de R$ 2 milhões atribuída a Mario Frias e destinada ao instituto.

A PF investiga se parte dos recursos foi direcionada de forma irregular e se houve contratação de empresas subcontratadas sem comprovação efetiva da prestação dos serviços.

Relatórios analisados pela investigação também apontaram transferências de R$ 645,4 mil feitas por Frias para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme. Segundo a PF, os valores levantaram suspeitas diante da renda e da movimentação financeira identificadas nas contas do parlamentar.

Outro ponto investigado envolve um projeto de R$ 1 milhão destinado ao Instituto Conhecer Brasil, que, segundo a investigação, não teria sido executado.

A investigação apura a possível existência de uma organização envolvendo agentes públicos e privados, com suspeitas de direcionamento de recursos para empresas subcontratadas e de ausência de comprovação da execução de determinados serviços.

As apurações envolvem suspeitas de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações, segundo informações divulgadas sobre a operação.

A investigação não se limita às emendas parlamentares. A PF também apura possíveis conexões com contratos públicos, incluindo um contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo relacionado à instalação de internet wi-fi em comunidades de baixa renda. A Prefeitura afirma colaborar com as investigações e informou não ter identificado irregularidades na execução do contrato com o Instituto Conhecer Brasil.

Além das buscas, 29 investigados foram proibidos de deixar o país sem autorização judicial e de manter contato entre si, conforme determinação de Flávio Dino.

Também foram impostas restrições a empresas e entidades relacionadas aos investigados, incluindo impedimentos para contratação com o poder público, conforme informações divulgadas sobre a decisão judicial.

Mario Frias já negou irregularidades relacionadas às emendas e afirmou, em manifestação anterior ao STF, que os recursos tiveram finalidade social.

A defesa do deputado ainda não havia apresentado, até o momento da publicação, manifestação específica sobre todos os desdobramentos da operação desta quinta-feira. A empresária Karina Gama também é investigada, e as partes citadas são procuradas para apresentar suas versões.

As investigações seguem em andamento no STF.


Redação: Vale FM 







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