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03/09/2026 15:58

Tragédia provocada por colapso de geleira atingiu áreas do Nepal e do Tibete; buscas continuam e milhares de pessoas seguem sem informações

O número de mortos nas devastadoras enchentes que atingiram a região entre o Nepal e a China em 26 de agosto chegou a 1.280, segundo os balanços divulgados pelas autoridades dos dois países nesta quinta-feira (3). Ao todo, 5.624 pessoas continuam desaparecidas.

No Nepal, a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres informou 1.259 mortes e 5.083 desaparecidos. Até agora, 95 corpos foram identificados e entregues às famílias. As forças de segurança também resgataram 12.038 pessoas nas áreas atingidas. Cerca de 21 mil agentes participam das operações de busca, resgate e assistência.

Do lado chinês, no Tibete, as autoridades registraram 21 mortos e 541 desaparecidos. Mais de 2.300 equipes de resgate foram mobilizadas na área próxima à fronteira, onde o acesso ficou comprometido pela destruição de estradas, pontes e estruturas.

Uma das principais preocupações das equipes de resgate está nos túneis de projetos hidrelétricos. Cerca de 900 trabalhadores podem estar presos em estruturas subterrâneas atingidas pelas enchentes. As equipes utilizam escavadeiras, detectores de sinais vitais, cães treinados e outros equipamentos para tentar localizar possíveis sobreviventes.

A recuperação das estradas e das telecomunicações permitiu que os trabalhos avançassem em comunidades que permaneceram isoladas por vários dias. No lado chinês, a reabertura de uma estrada possibilitou a entrada de máquinas pesadas na região mais afetada.

Além das vidas perdidas, a dimensão dos danos materiais também preocupa. Segundo estimativas divulgadas pela Reuters, aproximadamente 20 mil casas foram destruídas ou ficaram sem condições de uso, sendo cerca de 7.500 completamente destruídas. Milhares de pessoas precisaram deixar suas comunidades e dependem de abrigos e ajuda humanitária.

A tragédia começou após o colapso de uma geleira na região do Himalaia, que provocou uma enorme corrente de água, gelo, pedras e lama. O material atingiu o rio Bhote Koshi e, posteriormente, o Trishuli, destruindo comunidades ao longo de dezenas de quilômetros. O posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, importante rota comercial entre Nepal e China, também foi destruído.

As operações de emergência continuam enquanto as autoridades monitoram o risco de novos deslizamentos e outros eventos associados à instabilidade das encostas. A previsão de novas chuvas aumenta a preocupação das equipes que trabalham nas áreas atingidas.

Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, familiares permanecem em busca de informações. Em algumas comunidades, parentes começaram a realizar cerimônias simbólicas de despedida diante da falta de notícias sobre pessoas desaparecidas há mais de uma semana.

O governo do Nepal também anunciou 7 de setembro como dia nacional de luto pelas vítimas da catástrofe.


Redação: Vale FM 







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