Quase 4 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem em busca de vítimas e sobreviventes em áreas atingidas
O número de mortos após as fortes enchentes que atingiram o Nepal na última semana chegou a 1.050, segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do país. Na região da fronteira com a China, outras 16 mortes foram registradas.
Ainda há 3.916 pessoas desaparecidas no Nepal. Entre elas estão 583 estrangeiros, 639 trabalhadores de projetos hidrelétricos e integrantes do Exército e da polícia nepaleses.
Desde o início das operações, na última quarta-feira (26), 11.993 pessoas foram resgatadas. Mesmo com parte das estradas e redes de comunicação sendo restabelecidas, equipes ainda enfrentam dificuldades para chegar a regiões isoladas.
Buscas continuam em áreas de difícil acesso
As operações de resgate se concentram principalmente em comunidades atingidas por enchentes, deslizamentos e pelo colapso de estruturas. Em Nuwakot, um dos distritos mais afetados, equipes conseguiram recuperar 24 corpos de uma residência na vila de Betrabati.
Pontes temporárias também foram construídas para permitir a chegada de equipes e ajuda humanitária a áreas que ficaram isoladas.
Outro foco das buscas são os projetos hidrelétricos instalados nas montanhas do Himalaia. Cerca de 600 pessoas ainda estariam presas em diferentes usinas, segundo as autoridades.
Até o momento, 279 trabalhadores desses projetos foram resgatados. As equipes utilizam escavadeiras para retirar toneladas de lama e pedras e soldados trabalham nas entradas dos túneis em busca de sobreviventes.
Estragos atingem também a fronteira com a China
A tragédia também provocou mortes e desaparecimentos no lado chinês da fronteira. Segundo as autoridades, pelo menos 461 estrangeiros de 23 países estão desaparecidos na região.
Índia e China participam das operações de emergência, inclusive com a construção de pontes provisórias para facilitar o acesso às áreas mais afetadas.
O governo nepalês informou que mais de US$ 42 milhões em ajuda já foram destinados ao país após o desastre. O primeiro-ministro Balendra Shah afirmou que milhares de pessoas perderam casas, familiares e bens e que a prioridade agora é manter o atendimento às comunidades atingidas e iniciar a reconstrução.
As autoridades também relacionam a intensidade dos eventos às mudanças climáticas e ao aquecimento global. O colapso de uma geleira provocou uma enxurrada de gelo, pedras e lama em uma das áreas atingidas, aumentando a destruição em comunidades próximas.
Da redação: Vale FM







