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14/08/2026 10:47

A criptografia também é utilizada para proteger dados armazenados

O aumento dos vazamentos de dados no Brasil tem ampliado os riscos financeiros, jurídicos e reputacionais para empresas de diferentes portes. O avanço da transformação digital trouxe novas oportunidades para os negócios, mas também aumentou a exposição de informações pessoais e corporativas.

Entre os fatores que contribuem para os incidentes estão sistemas desatualizados, investimentos insuficientes em cibersegurança e falta de treinamento de funcionários. Ataques de engenharia social e phishing também continuam entre as principais ameaças.

O trabalho remoto ampliou esse cenário ao distribuir o acesso aos sistemas corporativos para diferentes redes e dispositivos. Funcionários sem treinamento adequado podem ter mais dificuldade para identificar mensagens fraudulentas e outras tentativas de invasão.

Impactos financeiros e jurídicos
Os vazamentos podem provocar consequências que vão além dos prejuízos tecnológicos. Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), empresas estão sujeitas à fiscalização da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

As sanções previstas na legislação incluem advertências, bloqueio ou eliminação de dados pessoais e multas que podem chegar a 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração, conforme as regras da LGPD.

Outro impacto está relacionado à reputação. A exposição de informações pode comprometer a confiança dos clientes e provocar perda de negócios, além dos custos necessários para identificar a origem do incidente, corrigir vulnerabilidades e recuperar sistemas.

Entre os dados que podem ser explorados por criminosos estão CPFs, informações bancárias, históricos de compras e dados de saúde. Essas informações podem ser utilizadas em golpes financeiros, fraudes de identidade e abertura de contas em nome de terceiros.

Medidas de proteção
Entre as ferramentas que podem reduzir os riscos estão a autenticação multifator, a atualização frequente de sistemas, o treinamento de funcionários e o uso de senhas longas e exclusivas.

A criptografia também é utilizada para proteger dados armazenados e informações transmitidas entre sistemas. Já os backups, especialmente aqueles mantidos de forma isolada das redes corporativas, podem auxiliar na recuperação de arquivos após ataques de ransomware.

A utilização de geradores de senhas também pode contribuir para a criação de credenciais mais fortes e aleatórias, principalmente quando combinada à orientação de não reutilizar a mesma senha em diferentes serviços.

Inteligência artificial aumenta o desafio
A inteligência artificial passou a ser utilizada tanto por equipes de segurança quanto por criminosos. Sistemas de proteção podem analisar redes e identificar comportamentos suspeitos, enquanto os mesmos recursos tecnológicos podem ser empregados para criar mensagens fraudulentas mais convincentes e personalizadas.

Nesse cenário, a proteção depende da combinação entre tecnologia, treinamento e procedimentos internos. O compartilhamento de informações sobre ameaças entre empresas e órgãos públicos também pode contribuir para acelerar a identificação e a contenção de incidentes.

A LGPD estabelece responsabilidades para o tratamento de dados pessoais, mas o cumprimento da legislação não substitui as medidas técnicas de segurança. Para as empresas, a proteção das informações precisa estar integrada à gestão dos negócios para reduzir a exposição a prejuízos financeiros, jurídicos e reputacionais.

 

Da redação







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