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05/08/2026 09:44

Do total de responsáveis relacionados, 266 são classificados como pessoas expostas politicamente

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, na terça-feira (4), a relação de gestores públicos que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos. A lista reúne 6,1 mil responsáveis em todo o país, dos quais 558 são da Bahia.

Entre os nomes baianos estão ex-prefeitos, ex-secretários municipais, ex-vereadores e ex-deputados. No sul da Bahia, a relação inclui gestores de Almadina, Aurelino Leal, Buerarema, Dário Meira, Ibicaraí, Itabuna, Ilhéus, Itacaré, Ibirataia, Ibirapitanga, Jussari, Maraú e Ipiaú.

Entre os ex-gestores citados estão os ex-prefeitos de Itabuna, José Nilton Azevedo, conhecido como Capitão Azevedo, e Claudevane Leite, o Vane, além do ex-prefeito de Ilhéus, Newton Lima. Conforme as informações divulgadas, nenhum deles é candidato nas eleições de 2026.

Segundo o TCU, Vane teve quatro contas julgadas irregulares. Uma delas está relacionada a recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinados à execução do Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento de Jovens e Adultos (Peja). O tribunal apontou ausência de comprovação da aplicação regular dos recursos repassados pela União no exercício de 2015.

No caso de Capitão Azevedo, o TCU informou que as irregularidades referem-se à prestação de contas de recursos federais destinados ao Projeto Território de Paz, executado por meio de convênio entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o município de Itabuna. De acordo com o órgão, também não houve comprovação da aplicação regular dos recursos.

A relação encaminhada ao TSE reúne decisões definitivas do TCU, ou seja, processos em que não cabem mais recursos no âmbito do tribunal, julgados desde 2018.

Em todo o Brasil, a lista de 2026 apresenta redução de cerca de 3% em comparação com a divulgada nas eleições municipais de 2024. A maior parte dos registros envolve ex-prefeitos e ex-vereadores de municípios de pequeno porte, com aproximadamente 3,8 mil casos concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.

Do total de responsáveis relacionados, 266 são classificados como pessoas expostas politicamente, entre eles 114 prefeitos, 135 vereadores, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador. A lista encaminhada pelo TCU ao TSE serve como subsídio para a análise da Justiça Eleitoral, mas a inclusão do nome não implica, por si só, inelegibilidade automática, que depende da avaliação dos requisitos previstos na legislação eleitoral.

 

Da Redação CSFM







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