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13/02/2026 14:22

O tema foi levado ao Ministério Público (MP) pela rádio Costa Sul FM nos dias 29, 30 e 31 de dezembro de 2025, em notícia que se transformou em notícia-crime.

A Secretaria de Obras e Transportes de Canavieiras alertou para os riscos provocados pela circulação de veículos com paredões de som e pelo excesso de pessoas sobre a ponte que liga o continente à Ilha de Atalaia. As informações foram dadas pelo secretário de Obras e Transportes do município, Almir Melo Jr, durante entrevista concedida ao radialista Hudson Moura, no Jornal Costa Sul, da rádio Costa Sul FM, nesta sexta-feira (13).

Segundo o secretário, além da poluição sonora, a situação passou a envolver preocupação com a segurança estrutural da ponte. É válido ressaltar que o tema já foi levado ao Ministério Público (MP) pela rádio Costa Sul FM nos dias 29, 30 e 31 de dezembro de 2025, justamente antes que o evento ocorresse, e agora, em meados de janeiro de 2026, o MP finalmente solicitou esclarecimentos e a realização de estudo técnico para avaliação da estrutura.

Durante a entrevista, Almir Melo Jr. relembrou que em pelo menos duas ocasiões veículos do tipo paredão atravessaram a ponte transportando grande quantidade de pessoas, em janeiro de 2025 e janeiro de 2026, no dito Arrastão do Paredão do Gordinho, denunciado ao MP, à época, pela rádio Costa Sul FM em ofício que posteriormente se tornou notícia crime, mostrando uma multidão pulando sobre a estrutura juntamente com o dito paredão, sem que houvessem estudos que permitissem tais atos. À época, a emissora destacou a falta desses estudos por inúmeras vezes, mostrando com imagens, relatos e vídeos a situação para tentar evitar uma possível tragédia anunciada, sem que nada fosse feito pela gestão municipal e pelo MP de Canavieiras.

Na entrevista desta sexta-feira, Almir Melo Jr. explicou que a ponte foi projetada para suportar o peso distribuído por eixos de carros e caminhões, não para grandes concentrações de pessoas paradas ou realizando movimentos simultâneos, o que pode comprometer, ou até mesmo já ter comprometido a segurança da estrutura de sustentação e fundação da ponte.


Arrastão sobre a ponte do Rio Patipe. Imagem: Redes Sociais

O secretário informou que a Secretaria realizou vistoria na parte superior da ponte, mas ainda há dificuldade para inspecionar a fundação submersa, em razão de atualmente a água estar escura no local. A avaliação completa da parte inferior dependerá de melhores condições de visibilidade. E diante da situação, foi reforçada a proibição da passagem de paredões de som com destino à praia.

Conforme explicou Almir Melo Jr, esse tipo de veículo atrai aglomeração e gera sobrecarga desnecessária sobre a estrutura, elevando o risco para quem utiliza a ponte.

O secretário destacou que a parte estrutural da ponte é de responsabilidade da Secretaria de Obras e Transportes, enquanto a fiscalização de trânsito permanece sob responsabilidade da Polícia Militar (PM). Ele acrescentou que, caso ocorra a municipalização do trânsito, essa atribuição poderá ser transferida para um órgão municipal específico, com ouma nova secretaria, por exemplo.

A equipe de análise estrutural de Almir continua a aguardar melhores condições de visibilidade do Rio Patipe para inspecionar a fundação submersa e infomar com exatidão o parecer solicitado pelo MP de Canavieiras.

 

Da Redação CSFM







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