O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, lembrado em 10 de setembro, chama atenção para fatores de risco que muitas vezes caminham juntos e potencializam o sofrimento: depressão e consumo de álcool. A relação entre os dois é complexa, mas amplamente reconhecida por especialistas em saúde mental.
A depressão é caracterizada por sintomas como tristeza persistente, perda de interesse, sentimento de culpa, baixa autoestima, alterações no sono e no apetite, além de dificuldades de concentração. Esses sinais podem prejudicar a vida social, familiar e profissional, e em casos graves, levar ao suicídio.
O álcool, por sua vez, é uma substância com efeito depressor sobre o sistema nervoso central. Seu consumo frequente pode agravar sintomas depressivos e, ao mesmo tempo, a depressão pode levar a pessoa a beber mais, criando um ciclo perigoso. Entre os impactos diretos do álcool na saúde mental estão:
Alteração da química cerebral, com redução da serotonina, neurotransmissor relacionado ao bem-estar;
Intensificação dos sintomas de tristeza e desesperança;
Uso do álcool como forma de automedicação, aumentando o risco de dependência;
Prejuízos na vida social, familiar e profissional, que podem reforçar quadros depressivos;
Risco de suicídio seis vezes maior entre pessoas com dependência alcoólica em comparação com a população geral.
Estudos apontam ainda que pessoas com transtornos ligados ao uso de álcool têm o dobro de chances de desenvolver depressão. Por isso, especialistas reforçam: se você enfrenta sintomas depressivos, evite o consumo de bebidas alcoólicas e busque ajuda médica.
O tratamento é possível e pode incluir medicamentos combinados à terapia psicossocial. O primeiro passo é não esconder o problema. Informar ao profissional de saúde sobre o uso de álcool facilita a escolha do tratamento adequado para lidar tanto com a depressão quanto com a dependência.
Se sentir que está bebendo demais ou que a tristeza está se tornando insuportável, não espere. Procure ajuda. Falar sobre seus sentimentos pode salvar vidas.
👉 Em casos de crise, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188 ou pelo site www.cvv.org.br, disponível 24 horas, de forma gratuita e sigilosa.
Redação: Vale FM







