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1 14/09/2020 16:16

Hans Kluge afirmou nesta segunda (14) que pandemia não terá fim com o imunizante e disse que a mortalidade no continente europeu deve aumentar em outubro e novembro

A pandemia da Covid-19 será "mais difícil em outubro e novembro", meses em que deve aumentar a mortalidade, segundo Hans Kluge, diretor para a Europa da OMS (Organização Mundial da Saúde). Em uma entrevista concedida nesta segunda-feira (14), ele declarou que nesses dois meses haverá uma mortalidade mais elevada no continente europeu.

A OMS Europa se reúne nesta segunda e terça-feiras (14 e 15) com os 55 Estados membros para discutir a resposta comum à pandemia e elaborar uma estratégia quinquenal. Kluge também alertou para um excesso de expectativa em relação à vacina.

"Ouço o tempo todo que 'a vacina será o fim da epidemia'. Com certeza não", afirmou Kluge. "Não sabemos se a imunização vai ser eficaz para todos os setores da população. Recebemos sinais de que será eficaz para algumas pessoas, mas não para todas", acrescentou. "E se precisarmos encomendar vacinas diferentes, será um pesadelo logístico", explicou.

Aprender a viver com a epidemia

"O fim desta pandemia será o momento em que, como comunidade, conseguirmos aprender a viver com ela. Isso depende de nós e é uma mensagem muito positiva", disse o representante da organização. O número de casos diários aumenta rapidamente há algumas semanas na Europa, particularmente na Espanha e França.

Na sexta-feira, os 55 países da que integram a OMS no continente registraram, juntos, 51.000 novos casos, um número superior ao do pico do mês de abril, segundo os dados da organização. Ao mesmo tempo, o número diário de mortes provocadas pela pandemia permanece entre 400 e 500, como no início de junho.

Risco de politização da crise

Kluge defendeu a gestão que, algumas vezes, pareceu contraditória das autoridades, nos últimos meses, e fez uma advertência contra a politização da crise de saúde, que provoca muitas dúvidas entre as pessoas. "É importante basear a resposta à Covid-19 em dados epidemiológicos e de saúde pública", insistiu. "A OMS foi criticada em várias ocasiões, mas fazer a comunicação sobre algo que não se conhece perfeitamente é muito, muito difícil", disse. "Para alguns, você faz muito pouco, para outros você vai longe demais", explicou.

As pesquisas avançam, os conhecimentos continuam sendo imperfeitos e, pela primeira vez, as decisões devem ser tomadas com base em provas incompletas, resumiu Kluge. "Em alguns países, nós vemos que a política se impõe aos cientistas. E também em um certo número de países, nós observamos que as pessoas duvidam da ciência. É muito perigoso", advertiu.

Fonte: ÉPOCA







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