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1 13/08/2019 17:50

A prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih foi suspensa pela Justiça de São Paulo por conta de suspeitas de fraudes nas declarações de condições de saúde do condenado que fizeram parte do pedido para que ele pudesse cumprir pena em casa. Aos 75 anos, Abdelmassih está em prisão domiciliar desde 2017. Ele foi condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros - as vítimas foram 37 pacientes de sua clínica de reprodução assistida.

De acordo com o G1, o mandado de prisão foi expedido na segunda e e a polícia foi até o prédio do ex-médico nesta terça para cumpri-lo. O mandado determina que Abdelmassih fique ao menos 30 dias preso em um hospital penitenciário, onde deve passar por uma perícia judicial.

Em julho, a Justiça determinou que a polícia investigasse uma suposta fraude de Abdelmassih para agravar sua condição e conseguir o benefício de deixar a prisão de Tremembé para cumprir a pena em casa. Outro detento, o também médico Carlos Sussumu, teria ajudado Abdelmassih. Sussumu também perdeu o direito a semiaberto desde o dia 24 de julho por conta do caso. Ele está preso por extorsão e associação criminosa.

Sussumu trabalhava no ambulatório da prisão - cada dia trabalhado representa redução de pena. Ele foi um dos detentos que atendeu Abedelmassih. Os dois passaram a ser investigados após o lançamento do livro "Diário de Tremembé", escrito pelo também preso Acir Filó. A obra traz relatos de Sussumu admitindo ter dado dicas para que Abdelmassih fizesse seu quadro médico parecer mais grave. Ele nega.

Agência Brasil







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